QUEIXINHAS
O oco anda muito ofendido com o Passos Coelho. Na sua opinião, o PM devia ter-lhe dado as mais rasgadas explicações sobre as propostas que ia levar a Bruxelas. À primeira vista tem razão.
Só que:
- Sendo as medidas destinadas a integrar o orçamento 2013, e tendo o oco, sem nada conhecer, anunciado solenemente, e solenemente repetido, que vai votar contra no escuro, qual a utilidade de lhe dar qualquer espécie de satisfação?
- Conviria que o oco dissesse que o mesmo aconteceu por iniciativa do seu próprio partido, quando do PEC IV. Não houve consulta ao PSD, que, ao contrário do oco, não tinha anunciado qualquer sentido de voto! O oco não confessa nem se demarca.
- O oco não percebe, porque não quer perceber, que o governo não pode, nem deve, apresentar ao parlamento medidas ou alternativas que não sabe se os credores aceitam. Será triste, mas é assim.
- Em resumo, o oco acha que, no tempo do senhor Pinto de Sousa, quer dizer, do partido do oco, as medidas do PEC IV eram apresentadas em Bruxelas para chegar cá como mais uma brilhante vitória do PS. O que, aliás viria a acontecer com o acordo da Troika. Lembram-se do discurso triunfante do exilado do 16ème quando apresentou o memorando?
Que diabo, ó oco, em vez de choramingices e acusações, se usasses uma pinguinha de humildade, ou de honestidade, não te ficava mal.
António Borges de Carvalho
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