quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A alternativa do irresponsável

António José Seguro escreve um texto no Público, ao qual o jornal faz chamada de atenção na 1ª página, dizendo que AJS “explica a ‘alternativa responsável’ do PS face à crise». Vai-se a ver e aquilo é uma verdadeira anedota. É bem certo que, não obstante o título, AJS vai dizendo (no final da primeira de duas colunas) que não é o momento nem o local para apresentar de forma exaustiva todos os detalhes da alternativa política que o PS tem para o país. Ok., ok., pensamos nós, já a salivar, e quando vem a parte da tal "alternativa responsável"? Qual é?

O homem segue, e proclama, do alto da autoridade que julga que os óculos lhe dão: primeiro é preciso "ter voz na europa". Ah…, bom... Passemos à segunda prioridade: relançar o crescimento económico (devemos estar a chegar ao cerne…). E como? Papel mais activo do BCE. Ah…, bom... Depois, dispor de mais tempo para consolidar as contas públicas. Ah…., bom... Continuamos a ler e segue-se a criação de uma linha de crédito de 5.000 milhões junto do Banco Europeu de Investimento (que deve estar mortinho por nos emprestar dinheiro) e de um fundo de 3.000 milhões (utilizando verbas destinadas a outras finalidades). Até aqui, nenhuma “alternativa” depende unicamente de nós próprios, pelo que não é alternativa coisa nenhuma.

E, na sua completa irresponsabilidade, prossegue por ali fora criando mais um banco de fomento, postos de combustível linha branca, abolindo taxas, criando outras sobre as PPP que os seus amigos criaram e blindaram, e sabe-se lá o que mais. Chamar àquilo “alternativa”, e ainda por cima de “responsável”, é uma anedota ou de alguém que não sabe às quantas anda. Aquilo só pode vir de um enorme irresponsável e percebe-se assim bastante bem que nem o Zorrinho o respeite

publicado por Vasco Lobo Xavier

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