Desinformação a alta velocidade
LTM - Linha de Transporte de Mercadorias...
Quando a correcção de um erro de gestão grosseiro e ruinoso é apresentada como «polémica», e quando o erro ruinoso e grosseiro é apagado, sabemos que quem nos apresenta assim a informação é um manipulador, um agente travestido de jornalista.
O que a Sic vem fazendo com grande insistência com as notícias sobre o «TGV» é apenas uma tentativa de apagar a memória do megalómano e perdulário TGV de Sócrates, e de desvalorizar a boa decisão deste governo de transformar mais um sorvedouro de dinheiro numa linha rentável de mercadorias e numa solução altamente vantajosa para o porto de Sines e a economia portuguesa. A Sic tem saudades de Sócrates e anseios de Costa.
A campanha tem sido intensa. Começa por esquecer que Sócrates adjudicou, à pressa e quando já estava de saída (uma mania que lhe vinha do Freeport), um contrato bilionário para a construção de um troço de ferrovia para comboios de alta velocidade para passageiros, que produziriam apenas prejuízos antes e depois da ligação a Espanha. A intoxicação esquece, logo a seguir, que este governo pretende ter, não transporte de passageiros, mas de mercadorias e serviço aos portos e às exportações. Esquece, logo e muito depressa, que o financiamento desta linha por fundos europeus atingirá 85% (contra os 25% do tempo do desgoverno socrático). Para esquecer a primeira coisa, fala de «avanços e recuos do TGV». Mas é falso, como a Sic bem sabe. Não há TGV nem avanço e recuo nenhum. Há apenas um novo projecto, de natureza e objectivos completamente diferentes, e rentável. Para esquecer as melhores condições negociadas agora, a Sic faz bandeira de que os financiamentos ainda não estão acordados. Quando o financiamento estiver garantido, a Sic há-de noticiá-lo discretamente.
Por fim, a Sic recorre a uma versão pedestre de um truque velho da desinformação. Quando algum «jornalista» não obtém do exame dos factos nada que possa confirmar o seu preconceito, avança com ele à mesma, sob pretexto de que «há um sentimento geral de que...». «O sentimento geral» de que há uma «polémica» foi logo retomado pela matilha, com inevitável destaque para o Expresso e seu Nicolau, o Público, a TVi (apesar de lhes terem dado a cacha, tipicamente não perceberam nada) e até a participação da RTP, que, em vez do serviço público que nunca fez, faz desta vez exercícios ressabiados. Os factos, entretanto, ficaram enterrados bem fundo debaixo desta pilha mal cheirosa de «jornalismo». Falta agora vir alguém dizer que a culpa é da «inábil política de informação deste governo». Não tenho a menor dúvida de que alguém ainda dirá isto.
publicado por José Mendonça da Cruz
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