Partido Socratista, de facto
O PS apresentou hoje mais uma conferência de imprensa. Graças à proverbial reverência das direcções de informação televisivas que temos, estavam lá os telejornais todos. Estavam lá para transmitir na íntegra a rábula do costume: primeiro, o insuportável descaramento de um partido que critica o acordo que tornou inevitável, que negociou e que assinou; segundo, chorar lágrimas de crocodilo pelas dificuldades dos portugueses (o PS, como se sabe, põe «as pessoas primeiro», frase indecorosa e insignificante que, no entanto, tem muito trânsito entre idiotas).
A conferência de imprensa socialista tinha, porém, um outro ponto: criticar o governo português por Portugal não ser como a Grécia.
Infelizmente se o PS podia contar, mais uma vez, com a atenção dos directores de informação, o mesmo PS viu-se perante as inesperadas perguntas de duas jovens jornalistas que insistiram no mesmo: «Como explica que os nossos parceiros internacionais digam que seria pior para Portugal ter as condições que tem a Grécia, que são aquelas que o PS pede?»
O conteúdo útil da conferência ficou por ali mesmo.
(Outra curiosidade é verificar como as posições do PS em Portugal coincidem com a da extrema esquerda francesa, agora que o tão incensado François Hollande se viu perante a realidade e «desiludiu».)
publicado por José Mendonça da Cruz
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