terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O infame incitamento ao crime

O Vasco já se referiu ao miserável escrito que Mário Soares resolveu hoje bolsar contra o Primeiro-Ministro, classificando a sua verborreia de patética ou própria de pessoa senil.

Lamento discordar. Patético, senil era Soares até agora.

Até agora só apetecia dizer: cale-se! Desapareça!

Mas hoje, quando, da forma mais vil e rasteira, Mário Soares ameaça directamente o Primeiro-Ministro com a mafiosa mensagem de “Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer. Com o povo desesperado e, em grande parte, na miséria corre imensos riscos”, já não se trata de incontinência verbal, de inimputabilidade mental ou, apenas, de uma degradante senilidade. Agora estamos a falar de outra coisa, de algo muito mais grave.

O que se trata é de incitar ao crime, é de dar o mote para que um lunático qualquer atente contra a vida do chefe do Governo.

A partir de hoje, se algo acontecer a Pedro Passos Coelho, o responsável, o mandante tem um nome: Mário Soares!

Se um crime for praticado, o braço será o de um qualquer infeliz, mas o autor moral é Mário Soares!

A sua incontida vontade de fazer sangue e de deitar fogo ao País figurará para sempre nos anais da infâmia!

Já não me refiro à falta de vergonha de quem se finge escandalizado com as dificuldades de um povo quando o continua a chular em milhões de euros para manter as suas vergonhosas mordomias e privilégios de barão de Nafarros...

Já nem lembro a duplicidade de um sujeito que condena ao actual Governo a política de austeridade, quando foi ele o pai dos contratos a prazo, dos salários em atraso e da retirada do subsídio de Natal aos trabalhadores.

Até esqueço a desfaçatez de quem amaldiçoa agora os países que nos emprestam dinheiro quando se trata do mesmo sujeito que meteu cá o FMI por duas vezes e que se vangloria de ter defendido a vinda da Troika junto do seu camarada Sócrates…

Já não me interessa a profunda falta de nível que a criatura exibe quando se refere a quem não lhe afaga o ego, como Manuel Alegre, ou a quem foi abafado por delito de opinião, como Rui Mateus, este último depois de denunciar o seu verdadeiro carácter, o de alguém que, em 1975, “temia vir a ser assassinado” (in "Contos Proibidos, Memórias de um PS Desconhecido", pág. 83) e que agora deseja a quem está a limpar também o seu lixo a sorte de que, pelos vistos, infelizmente escapou.

Aquilo de que agora se trata é do incitamento público ao crime e isso não tem perdão nem poderá nunca ser esquecido, nem agora nem quando Soares for para o Inferno, que é o lugar que merece e a História lhe reservará.

publicado por Rui Crull Tabosa



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