domingo, 11 de novembro de 2012

A fita

Depois de ver o patético filme que o prof. Marcelo encomendou para dar uma lição de moral aos alemães e ensinar-lhes o valor da “solidariedade” que anima a política externa portuguesa, lembrei-me da seguinte máxima de Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro, e que era a seguinte: “A única base positiva e salutar para um grande Estado, e eis o que o distingue essencialmente de um pequeno Estado, é o egoísmo político em vez de um qualquer preconceito romântico – e será impróprio de um grande Estado bater-se por uma causa que não esteja em conformidade com o seu mais lídimo interesse.”
Quem não percebe isto não percebe nada. E está condenado.
Não que a coisa tenha alguma importância, mas felizmente foi recusada a exibição pública da fita marcelista, cujo mau gosto, demagogia e inverdades a tornaram simplesmente ridícula. Pretender insinuar responsabilidades alemãs no endividamento português com a compra de carros alemães, de submarinos, com a construção dos estádios do Euro 2004 ou a instalação de fichas para carros elétricos, não só releva do mais absoluto nonsense, como apenas geraria desprezo e comiseração nos destinatários de uma tal mensagem.
Seremos capazes de ultrapassar a presente difícil situação, sim, mas com vontade, tenacidade, organização, eficiência, empreendedorismo e amor à Pátria. Seguramente não alijando culpas próprias para terceiros.
Amanhã será um bom teste ao Destino que queremos


publicado por Rui Crull Tabosa

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