sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Estejam atentos ao futuro da União Europeia

Hoje na Cimeira Europeia de Bruxelas, que reúne os lideres da União Europeia, foram definidos os passos para um nova Europa.

Para começar, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um supercomissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários com intervenção nos orçamentos dos países da União Europeia, de modo a impedir o avanço das propostas que não reúnem os requisitos necessários para a estabilidade e crescimento. O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos deve assim passar a ter direito de veto sobre o orçamento de todos os 27 Estados-membros. Claro que o socialista francês Hollande mostrou-se contra, mas a minha opinião é que esta medida é um imperativo categórico da continuidade da UE e do euro.

Depois, os líderes europeus chegaram a acordo esta quinta-feira para a implementação gradual de uma supervisão bancária na zona euro, a começar já durante o próximo ano. A entrada em vigor deverá ser, ainda assim, apenas em 2014. Esta decisão abre caminho a que o Banco Central Europeu se torne o supervisor de seis mil bancos europeus em 2014, podendo resgatar directamente aqueles que atravessarem dificuldades, sem interferir na dívida dos governos. A recapitalização directa da banca só deverá ser possível no segundo trimestre de 2013.

Claro que aqui também haverá nuances por definir. Serão todos os bancos de cada país ou só os maiores?

Esta semana, como muito bem salientou José Mendonça da Cruz neste blog, a Secretária de Estado das Finanças, Maria Luís Albuquerque, deu a novidade que os «parceiros internacionais do Governo» - a UE, o FMI e o BCE - acompanhariam no próximo ano, ponto por ponto, sector por sector, medidas sérias de corte da despesa. Isto é, a troika vai passar a examinar e cortar a despesa do Estado português em 2013.

Por aqui podemos ver qual vai ser o futuro da Europa e de Portugal.

Por um lado temos a vantagem de nos livrarmos da politiquice intriguista nacional, que com o compadrio dos jornalistas, paralisa todas as reformas e iniciativas que se queiram tomar. Mas por outro ficamos entregues a uma entidade distante das dificuldades de cada povo e como tal insensíveis a elas.É o preço a pagar pelos nossos vícios, os vícios do «amiguismo» e do oportunismo.

Há muito que eu acho que quando a troika sair haverão outras figuras/instituições europeias com o mesmo papel.

publicado por Maria Teixeira Alves

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