Sempre ao lado dos mais fracos
Mário Soares revela, sem qualquer rebuço, a política vermelha que lhe corre nas veias: valendo-se de um estatuto que não tem, mas gostaria de ter, simplesmente promove eleições antes do termo da legislatura. Alegre, brada Camões, patriotismo à Mestre Argel, qualquer revolução em sonho de fugitivo da guerra. E Capucho, Manuela Ferreira Leite (o que lhe vai na cabeça, minha Senhora?) revelam medo, demarcam-se, criticam também.
O Facebook é um estendal de anedotas fáceis. Portugal agita-se em maledicência e irresponsabilidade. Todos "botam abaixo", ninguém se apresta a dizer, concretamente, como devia ser.
Mesmo Portas parece não oferecer total confiança. Aquele seu protelar de declarações para depois de reunir os orgãos pontificios do Partido... Não seria a primeira vez...
Quanto a Cavaco Silva, não é expectável saia do seu bunker nos tempos mais próximos.
Como é meu hábito, em casos assim, gosto de estar ao lado dos mais fracos: o 1º Ministro e o Ministro das Finanças. E da Ministra Assunção Cristas, a quem o ovo escalabitano felizmente não atingiu. Até porque não se vê alternativa credível a estes governantes que só parecem apostados em fazer (melhor ou pior) qualquer coisa menos assegurar uma próxima vitória eleitoral.
A finalizar: essa tropa fandanga merecia a queda do Executivo. Face ao inevitável recurso ao voto dai decorrente, provavelmente os socialistas ganhariam nas urnas. Assim se lhes devolveria o "presente envenenado" que maquinaram entregar ao "inexperiente" Passos Coelho. Talvez Sócrates regressasse então de Paris, ele e a sua "filosofia técnica" tão meticulosamente estudada na Sorbonne.
E depois veriamos de que façanhas salvificas o PS seria capaz.
João Afonso Machado
Sem comentários:
Enviar um comentário