Imaginemos…
...que o Governo cede à rua e aos fazedores de opiniães e recua na transferência dos encargos da taxa social única.
Se Portugal quiser continuar a receber dinheiro do programa de assistência, tem o Governo várias alternativas, a saber:
Subir o IVA e transferir produtos para taxas superiores desse imposto, agravando fortemente o consumo das famílias, seria uma.
Outra possibilidade seria o aumento significativo das taxas do IRS, mas esta, assim como a anterior, levantaria ainda mais protestos e parece que também a oposição do CDS.
Há ainda outra, que cada vez mais importará ponderar: cortar pelo menos mais mil e quinhentos milhões de euros no próximo Orçamento do Estado, por exemplo no Serviço Nacional de Saúde (15%, a juntar ao que já foi cortado e aos cerca de 400 milhões de euros que o Governo já se comprometeu com a Troika a cortar no próximo ano, a fim de garantir a continuidade do financiamento), ou verbas equivalentes na Educação ou nas prestações sociais, dado que só aí se centra cerca de 80% da despesa do Estado.
Note-se que tal corte se deverá somar aos já anunciados em institutos, fundações e pessoal contratado, que, entre muitos outros, se revelarão indispensáveis para a forte redução do défice a que já o anterior Governo, do Partido Socialista, se comprometeu internacionalmente, quando assinou o Memorando de Entendimento com a Comissão europeia, o FMI e o BCE.
Seja como for, um corte adicional de 1500 milhões de euros na despesa social do Estado, agora sim, é que destroçaria o País, e então, talvez, "até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia"
Caríssimos: a verdade é que estamos a abrir as portas ao verdadeiro Inferno…
Vitor Bento bem o tentou explicar esta noite à tonta que o entrevistou na TVI.
publicado por Rui Crull
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