sábado, 11 de agosto de 2012

Toque de Midas ao contrário

É certo e sabido que quando os "grandes" empresários portugueses resolvem fazer investimentos ambiciosos, contam logo com as "pancadinhas nas costas" dos bancos portugueses. E durante muito tempo tiveram sorte. Veja-se o caso do BCP que é o banco "porreiro" que tem a pior carteira de crédito do sistema à conta da falta de garantia dos empréstimos que deu aos "milionários" portugueses. Mas o tempo do dinheiro fácil acabou.

Agora temos mais um caso de um grande gestor que levou à falência um projecto ambicioso:

A Parque Alqueva, na região de Monsaraz, projecto liderado por José Roquette, prepara-se para pedir a insolvência por ausência de financiamento da Caixa Geral de Depósitos. A CGD, garante que “cumpriu com todas as suas obrigações enquanto instituição de crédito, mas não pode deixar de exigir as garantias adequadas ao risco que cada operação apresenta, como reiteradamente tem comunicado à empresa ao longo dos últimos meses.”

Ora como em Portugal o que se quer são Governos coniventes com a "cunha", já há quem esteja a crucificar o Governo por causa da falência do projecto imobiliário e turístico no Alqueva. Os portugueses querem lá saber se um país vai à falência por causa do défice estatal, o que interessa é o "porreirismo" de pôr os bancos a financiar a vaidade

Maria Teixeira Alves

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