TAUROMAQUIA
Diz-se que amanhã serão votadas umas inicitivas legislativas dedicadas à tauromaquia. Faltava esta.
Então, será assim: o BE quer proibir as corridas de touros na TV do Estado, dado tratar-se de espectáculos “susceptiveis de influirem (sic!) negativamente na formação da personalidade de crianças e adolescentes”.
Comovente esta preocupação do Bloco com a juventude. Seria de perguntar aos camaradas se a exibição de filmes de fufas e de pederastas, de paradas gay e de outras porcarias do estilo, contribui para formação da personalidade seja de quem for!
Mais propõe a distinta trupe que seja impedido “o apoio institucional à realização de espectáculos que inflijam sofrimento físico ou psíquico ou provoquem a morte de animais”.
E o palácio que a CML ofereceu às organizações de deficientes sexuais? Não causa sofrimento psíquico a tantos portugueses que têm vergonha na cara? Não causa sofrimento físico às meninas e aos rapazes que são aliciados para a deficiência? E as galinhas que foram mandadas matar (3 milhões delas, diz-se) porque a gaiola não tinha as dimensões necessárias e mais valia matá-las que mantê-las “infelizes”, segundo os critérios do politicamente correcto? Isto não impressiona o BE? Não o indigna? E as vaquinhas que, como as galinhas, vivem entaipadas uma vida inteira para que os camaradas do BE bebam leitinho e vivam felizes? Inúmeras questões do género se podia colocar, se valesse a pena chamar o BE a qualquer espécie de raciocínio lógico, v.g. não demagógico.
Não há animais mais felizes que os touros de lide. Vivem em liberdade, alimentam-se em liberdade, correm felizes pelas campinas, são tratados com desvelo. Terão um fim menos feliz, mas não é isso que acontece a todos, homens e animais, por morte, natural ou não?
Esta malta, que é capaz de fazer manifestações e arruaças em defesa da diversidade genética, da biodiversidade ou do que lhe queiram chamar, não sabe que, sem corridas de touros acabarão os touros? Esta malta, que é capaz de fazer correr rios de lábia por causa do desemprego, saberá quantos milhares de pessoas ficarão sem trabalho se se acabar com as corridas de touros ou se se deixar de lhes dar a protecção que, como bem cultural, merecem? Esta malta, que é capaz dos maiores insultos se vir dois tostões retirados do dinheiro dos impostos àquilo a que chama “cultura”, não é capaz de perceber que a equitação taurina nacional é parte importante da cultura do povo, ainda por cima, como a tauromaquia, interclassista, que penetra em todos os meios sociais e culturais em verdadeira igualdade? Esta malta não sabe, não quer saber que os dinheiros públicos destinados à criação de gado aplicados em touros de lide são uma parcela ínfima das verbas a tal destinadas pala UE, sem reflexo nas nossas contas públicas ou nos nossos impostos?
Bem sei, bem sei, os camaradas só querem que a televisão não transmita e que não haja um tostão público para os animaizinhos.
(Ainda) não propuzeram o a ilegalização das corridas! Pois não. Mas querem privar os portugueses, a maior parte deles, que gostam de touros, de os ver na televisão. “Direitos” para os touros, “desdireitos” para as pessoas.
E os desafios de futebol? Então não se escandalizaram quando viram na televisão o sofrimento do Cristiano Ronaldo, a levar sarrafada de morte dos castelhanos? Porque não proibir também o futebol?
E se fossem pentear macacos? Coitadinhos dos macacos, que não têm quem os penteie!
A maralha do PC, pela mão da secção “ecologista”, inexistente partido que se intitula “Os verdes”, é um pouco mais contida. Pudera! O que aconteceria no Alentejo se o PC alinhasse nestas rábulas? Assim, o PC, como acha que “o fim das touradas não teria acolhimento ainda no nosso Parlamento” limita-se a querer acabar com as transmissões, por se tratar de um “espectáculo ilícito”. Esta nem de cabo de esquadra é. Então um espectáculo permitido e regulado por lei legítima é ilegítimo? O IRRITADO confessa a sua incompetência para entrar no rebuscado raciocínio dos “Verdes”, certamenente gerido pelo materialiso dialético e controlado pelo comité central. Nesta medida a sua opinião se calhar é “ilegítima”.
Em todo o caso, aqui fica.
publicado por irritado
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