Também por isto nunca votaria em Alegre
É consabido que Manuel Alegre, durante a Guerra do Ultramar, revelou uma grande ‘coragem’ à frente de um microfone, na Argélia, em nome de uma denominada Frente Patriótica de Libertação Nacional, fazendo guerra psicológica contra os militares portugueses que combatiam em África.
A respeito dessa sua muito pouco invejável intervenção, o almirante Vieira Matias, ex-chefe do Estado-Maior da Armada (1997/2002) durante os governos de António Guterres (não pode, por isso, ser catalogado de fascista...) e que foi, na Guiné, Comandante do Destacamento n.º 13 de Fuzileiros Especiais (1968/1970), é eloquente e fala uma linguagem na qual qualquer Português de lei facilmente se revê.
E que disse o almirante Vieira Matias sobre o repelente repetente candidato a Belém?
Disse que Alegre, "Tecnicamente pode não ter sido desertor, mas isso é o que menos importa. Estar ao lado do inimigo é uma atitude que tem um nome. Para mim foi bastante pior que a deserção.
" Esclareceu, ainda, que "A deserção em si é um acto isolado, sem consequências de maior. [Mas] A rádio de Argel criava danos psicológicos nas nossas tropas e incentivava o inimigo a combater mais violentamente."
Finalmente, que "Poderia ser a opinião [de que a guerra era injusta] dele [de Alegre], mas não lhe dava o direito de criar condições para causar mais baixas nos seus compatriotas".
Para mim é quanto basta.
É indigno de se querer alçar a Comandante Supremo das Forças Armadas, função inerente à de Presidente da República, quem optou por estar ao lado daqueles que combateram essas mesmas Forças Armadas e teve, evidentemente, responsabilidades na preparação da descolonização e na forma de como a mesma decorreu, com todo o horror dos morticínios que a acompanharam e se lhe seguiram.
Tão simples quanto isto.
E quem o não perceber não merece ser considerado Português.
Fica a sugestão literária para quem tiver a sorte de lhe aceder (O bando de Argel)
publicado por Rui Crull Tabosa
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