Ministra do Ambiente diz que Cancún "foi além das expectativas"
O resultado da conferência climática de Cancún “foi além das expectativas”, disse ao PÚBLICO a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.
"Foi importante para restabelecer a confiança nas negociações internacionais, que tinham ficado comprometidas em Copenhaga”, afirmou Dulce Pássaro, numa entrevista telefónica a partir de Cancún.
O acordo hoje alcançado na conferência da ONU cria um “fundo verde climático” para os países em desenvolvimento, reforça os mecanismos para a sua adaptação a um mundo mais quente e estabelece novas balizas para as negociações sobre o futuro do Protocolo de Quioto e sobre um novo tratado internacional mais abrangente. Segundo a ministra do Ambiente, o acordo “permite fazer caminho” rumo a estes novos desenvolvimentos.
Para Dulce Pássaro, um dos aspectos importantes do acordo é o de atender a reivindicações centrais dos países pobres, sobretudo na área da adaptação. “Colocou-se a adaptação ao mesmo patamar da mitigação [redução de emissões]”, considera a ministra.
Além disso, as decisões de hoje “tiveram a vantagem de permitir ancorar os compromissos do ano passado”. Parte do conteúdo dos documentos aprovados em Cancún reflectem o que já estava no Acordo de Copenhaga – um pacto sem carácter vinculativo, proposto na última cimeira climática pelos Estados Unidos, China e outros países e adoptado voluntariamente por mais de uma centena de nações, à margem do processo negocial da ONU.
Em contraste com a tensão que se verificou em Copenhaga, o ambiente em Cancún revelou um ambiente “completamente diferente” nas negociações. “Houve um ambiente de transparência, de inclusão. Foi muito positivo”, afirmou Dulce Pássaro. Os países assumiram uma posição “muitíssimo mais construtiva”.
Dulce Pássaro salientou o papel da presidente da conferência de Cancún – a ministra dos Negócios Estrangeiros mexicana, Patricia Espinosa: “Esteve receptiva a ouvir a todos. Foi um sucesso”.
Durante a conferência, Portugal manteve conversações bilaterais com vários países lusófonos e assinou memorandos de cooperação com Timor-Leste e com o Peru.
A nível doméstico, Dulce Pássaro disse que o Governo vai elaborar um novo Programa Nacional para as Alterações Climáticas e um “roteiro de baixo carbono”, para o desenvolvimento do país com menos emissões de CO2 nas próximas décadas.
Segundo a ministra, é necessário estudar cenários para a possibilidade da União Europeia adoptar uma meta de redução de emissões de 30 por cento até 2020, ao invés dos 20 por cento já acordados. “Temos de ter uma noção de que medidas temos de tomar”, afirmou.
Realmente isto não merece comentário algum.Talvez esta excitação da senhora se deva ao clima de FÉRIAS que se vive em Cancún, levando-a a interpretar mal o que realmente se lá passou.
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