sábado, 11 de setembro de 2010

As minhas protegidas

A propósito de mais um rebanho de cento e tal cabras que vai deixar de produzir bens de consumo e bens difusos, incluindo gestão de combustiveis numa área crítica de fogos, mandaram-me algumas fotografias do que ironicamente chamaram as minhas protegidas. As notícias vão no sentido de confirmar que o Thomas retorna à sua Alemanha antes do fim do ano.

Uma das informações que me dão, e que não sei confirmar, é que para além das muitas outras razões, havia um subsídio às cabras que foi retirado "às áreas de matos. Para um dono de cabras receber algum dinheiro dos nossos impostos tem de as pastar em pastagens finas, trevos não-sei-quê e demais pastagens semeadas. Apenas nos alentejos, ribatejos e outros locais semelhantes, de boa terra, vale a pena ter cabras", como me dizem sem que eu saiba se a informação é precisa ou se há erros de interpretação.

Eu gostava que algum dos leitores do blog que sabem mais do assunto me confirmasse, ou não, esta regra.

É que a regra parece-me tão abstrusa que é bem possível que alguém no Ministério da Agricultura a tenha inventado.

henrique pereira dos santos

Adenda para uma curiosidade: o Thomas usa painéis solares para fazer a contenção das cabras com pastores eléctricos. Fosse ele um professor universitário a brincar à produção de cabras com menor incorporação de carbono e reforço da sustentabilidade e receberia uma pipa de massa para saber quantos quilos de CO2 se poderiam poupar usando esta técnica. Mas como é um simples produtor de cabras à procura de soluções que lhe permitam viver do seu trabalho independente como quer, o razoável é infernizar-lhe a vida até o mandar de volta para a sua Alemanha natal.

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