O Detritus de Vilar de Maçada
Usando o pretexto de uma entrevista que o Presidente da República concedeu nos jardins do Palácio de Belém, o 'chefe máximo' fez o abrantes comparar Cavaco a Richard Nixon. Percebe-se a ideia da tropa fandanga da Gomes Teixeira: atirar lama contra o chefe do Estado, tentando equipará-lo a um Presidente norte-americano que mentiu ao seu povo e esteve envolvido num caso de espionagem eleitoral.
O único problema da coisa é que qualquer cidadão sabe que não há em Portugal político que economize mais na verdade do que o ‘chefe máximo’ himself (foram os impostos que não subiam e subiram, os 150 mil empregos que se transformaram em mais 200 mil desempregados, os défices que começaram nos 2,2% do PIB, em Outubro de 2008, e passaram para 9,4%, em Março passado, os cheques-bebé carecas, e por aí fora…).
E não é igualmente segredo que, por muito que jure o contrário, “No dia 24 de Junho, às 15h00, o primeiro-ministro e o Governo tinham, naquela data, conhecimento que a PT estava a negociar a compra da Media Capital”. E que o objectivo da golpadazeca era calar a TVI, o que, de resto, veio a suceder.
Mas numa coisa o abrantes tem razão: se Cavaco cometesse um décimo das patifarias do licenciado ao Domingo, resignava ao seu cargo, à semelhança do que Nixon fez.
Já Sócrates sabe que nada é se perder o poder. Vai, portanto, agarrar-se ao governo mesmo que isso signifique, devido à sua total incapacidade reformista, uma ainda maior degradação da situação política, económica e social do País.
Nem aí terá a dignidade que Nixon revelou ao sair de cena.
Boutades como a da referida pérola abrantina mais não conseguem do que fazer José Sócrates parecer um aprendiz do pérfido Tullius Detritus, o tal que se entretinha a semear a discórdia por onde passava...
publicado por Rui Crull Tabosa às 03:09
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