Parque eólico gera polémica em Sortelha
A construção de um parque eólico junto à aldeia histórica de Sortelha, Sabugal, está a gerar polémica entre os moradores, tendo já levado os habitantes a fazer uma petição on-line para tentar impedir a obra.
De acordo com Joaquim Tomé, natural de Sortelha e um dos mentores da petição intitulada «Vamos salvar Sortelha», lançada no último domingo, a iniciativa avançou após alguns residentes terem conhecimento que o parque de torres eólicas irá «destruir de forma irreversível a envolvente desta aldeia».
«Todos temos o dever de preservar o legado patrimonial e histórico que a todos pertence. Temos também a obrigação de o proteger e valorizar para que as gerações futuras possam aprender a vida dos seus antepassados», referiu Joaquim Tomé.
O habitante de Sortelha considera que as torres eólicas previstas para aquela freguesia do Sabugal irão «desvirtuar a envolvente paisagística» da localidade «onde já foram investidos milhares de euros na sua recuperação».
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse à Lusa que tem conhecimento da petição mas recorda que «as entidades oficiais que licenciam os parques eólicos» o fazem «no devido cumprimento da legislação em vigor».
O autarca explicou que a autarquia aprovou o projecto, que contempla a instalação de 50 torres eólicas na região, mas prometeu analisar novamente o assunto.
Já o ex-presidente da Junta de Sortelha, Luís Paulo, que aprovou a instalação do parque eólico, adiantou à Lusa que está prevista a colocação de «17 ou 18 torres na área da Freguesia mas muitas delas não se vêem de Sortelha».
O governante garantiu ainda que aquelas que serão visíveis da aldeia histórica ficarão «a uma grande distância» e recordou que já existem equipamentos idênticos nas imediações da localidade.
Triste povo este que consente a destruição do seu património Natural, em troca de uns miseráveis tostões.
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