segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Agricultura

Estado vai gastar 3,5 milhões de euros durante um ano com a contratação de 92 funcionários de uma empresa de segurança para acompanhar os fiscais nos controlos das ajudas comunitárias, quando têm 900 funcionários na mobilidade.

A medida do ex-ministro jaime silva, implementada em Novembro e justificada por fonte oficial do governo como forma de reforçar e acelerar o controlo do pagamento das ajudas directas, está a ser fortemente contestada pelos dispensados do Ministério. Consideram uma "atitude despesista" e uma "ofensa" aos mais de 900 funcionários que ainda se encontram no quadro e mobilidade.

"Estão a pagar a funcionários do Ministério para estar sem ocupação e vão gastar agora milhares de euros a contratar meios de empresas privadas. Não se percebe esta gestão" sublinhou ao Correio da Manhã joão Carrilho, presidente da Conferência Nacional dos Mobilizados.

Segundo o CM apurou, a necessidade de meios, sobretudo de veículos capazes de levar os técnicos às explorações agrícolas, levou o Instituto da Agricultura e Pescas (IFAP) a abrir no Verão um concurso público internacional para a contratação de viaturas e técnicos para o controlo de superfícies das ajudas directas. A melhor proposta coube a um consórcio entre a empresa de segurança Strong- que fornece meios humanos- e a empresa de transportes Bizarro Duarte- que fornece as viaturas.

Pelo contrato, com duração até Dezembro de 2010, o governo irá pagar um total de 3 594 240,1, informou o Gabinete de Imprensa do Ministério da Agricultura.

Os contratados receberam formação do IFAP para integrar uma equipa com um controlador sénior do quadro do Ministério. Para a direcção regional no Norte do País foram enviados 50 novos técnicos. Para a zona centro 26 e para a região do Alentejo 16.

"Somos acompanhados por todo o lado e até nos vão buscar e levar a casa. A nossa profissão é agora de risco...", ironiza um fiscal que pediu anonimato. Este controlador acrescenta que os seguranças "não estão preparados" para desempenhar as funções de fiscalidade.

"Não percebem nada disto e podem assinar documentos. Se houver um problema em tribunal, quem é que é chamado? Questiona o mesmo fiscal.

Os controladores do Ministério foram surpreendidos no final de Novembro com a nova medida. Se, até à data, desempenhavam as funções com outro fiscal, passaram depois a trabalhar em equipa com um segurança.

"Até fazem perguntas sobre a nossa vida privada. Isto não faz qualquer sentido, até porque eles não fazem mais nada do que andar a conduzir o carro", referiu outro fiscal.

Para minimizar o impacto junto dos agricultores fiscalizados, a empresa Strong proibiu os seguranças de usar uniforme.

Bom de facto os agricultores são uns criminosos, uns analfabetos e poderão ter algumas reacções menos correctas ou então mandar o ex-ministro enviar esta medida por um sítio que eu sei mas não digo. Para terminar a empresa pertence ao ex-vereador das finanças na Câmara de Lisboa (Cardoso da Silva).

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