quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ministro Jaime Silva contradiz-se sobre saída de Carlos Guerra

O ministro da Agricultura contradisse-se ontem quando afirmou que ainda ia ouvir à tarde Carlos Guerra sobre o facto de ter sido constituído arguido e minutos depois admitia que afinal já tinha aceite a sua demissão.

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, Jaime Silva afirmava que ainda iria à tarde ouvir Carlos Guerra, gestor do ProDeR [Programa de Desenvolvimento Rural], e que "em função disso tomaria uma decisão".

"Vou ter uma reunião com ele hoje à tarde e em função disso tomarei uma decisão. Vou ouvir da parte dele aquilo que li nos jornais no regresso do avião", afirmou Jaime Silva, explicando que terça-feira esteve no conselho europeu de pescas.

Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, foi constituído arguido no âmbito do caso Freeport, situação que foi hoje de manhã apontada pelo CDS-PP como mais "uma circunstância" a somar ao "cataclismo que se abateu" sobre os agricultores.

O ministro foi questionado sobre se admitia afastar Carlos Guerra das funções de gestor do ProDeR, e negou a possibilidade, insistindo que primeiro queria ouvi-lo sobre o que tinha lido nos jornais.

Enquanto Jaime Silva respondia fora do plenário aos jornalistas, o primeiro-ministro, José Sócrates, comunicava aos deputados que Carlos Guerra falou com o ministro da Agricultura "na semana passada imediatamente a seguir ao momento em que foi ouvido pela Polícia Judiciária".

E somos nós (des)governados por esta cambada de mentirosos e de mãos-leves.

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