sexta-feira, 29 de maio de 2009

Plataforma Sabor Livre envia Carta Aberta ao Ministro do Ambiente sobre campanha publicitária da EDP

A Plataforma Sabor Livre remeteu ontem, dia 27 de Maio, uma carta aberta ao Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional manifestando a sua indignação pela mais recente campanha publicitária da EDP e apelando a uma tomada de posição crítica contra a mensagem veiculada pelos seus anúncios.

A Plataforma Sabor Livre (PSL) resulta da associação de várias organizações não governamentais de ambiente e foi formada em 2003 com o objectivo de agir numa frente concertada de forma a impedir a construção da Barragem do Baixo Sabor. Os membros desta plataforma são a Associação Olho Vivo, a FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), a GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), a LPN (Liga para a Protecção da Natureza), a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

No corpo da carta enviada ao detentor da pasta de Ambiente, a PSL considera que a “a EDP subverte o princípio da transparência e condiciona o público a acreditar que da construção de uma barragem resultam apenas consequências positivas para o ambiente e para a conservação da natureza”. A PSL chama atenção, à semelhança de elevadas instâncias internacionais como por exemplo a Comissão Mundial das Barragens das Nações Unidas, que as grandes barragens são causadoras de numerosos impactos negativos como a destruição dos habitats naturais, efeitos esses que são muitas vezes difíceis de minimizar ou compensar.

A PSL “recusa-se a acreditar" que a conservação da natureza e biodiversidade em Portugal esteja dependente dos fundos destinados à compensação dos efeitos negativos da construção de grandes barragens, beneficiando a imagem dos promotores. Assim, os membros da PSL pedem ao Ministro que se demarque da campanha publicitária em questão e que a ela se oponha, informando os portugueses sobre a estratégia e o investimento previstos para a promoção da conservação da natureza e biodiversidade em Portugal.

Filipa Alves (28-05-09)

Estou curioso em saber o que vai dizer o PAU-MANDADO sobre esta carta.

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