Agricultura: Manuela Ferreira Leite acusa Governo de "oportunismo" no atraso da entrada de verbas comunitárias
A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou hoje, na Curia, que Portugal ainda não recebeu verbas do novo quadro de apoio comunitário devido ao "oportunismo e ineficácia" do Governo.
"Provavelmente por interesses partidários e provavelmente para concentrar mais perto das eleições a entrada de fundos comunitários, tem-se prejudicado o país de forma inaceitável", frisou a dirigente social-democrata.
Intervindo no encerramento da 2.ª Universidade da Europa do PSD, que decorreu na Cúria, Anadia, Manuela Ferreira Leite afirmou que "ainda não entraram quaisquer contribuições a que temos direito neste novo quadro comunitário" de apoio. "Podem alguns imaginar que a culpa é da burocracia de Bruxelas, quando se trata de oportunismo e ineficácia dos nossos responsáveis", disse a antiga ministra das Finanças do Governo de Durão Barroso.
A presidente do PSD considera que a acção do Governo do PS, no domínio da política agrícola e das pescas, tem sido praticada por um dos ministro que "mais se esforça por exercer o poder à semelhança do engenheiro José Sócrates, hostilizando tudo e todos". "Humilhando os agricultores, sem diálogo, retaliando sobre as organizações que o criticam e governando essencialmente para os jornais", afirmou Manuela Ferreira Leite.
"Depois de três anos de Governo ninguém consegue identificar uma única acção positiva do sector da agricultura ou das pescas", referiu. Para a líder social-democrata, "tudo que o ministro da Agricultura fez até agora foi destruir e desmotivar o Ministério onde impera o caos e o medo". "Foi desconsiderar os agricultores, tentando dividi-los e pôr o país contra eles, foi desaproveitar financiamentos e apoios comunitários e burocratizar o quadro legal que enquadra esta actividade (agricultura)", acrescentou.
Traçando um quadro negro do sector, Manuela Ferreira Leite disse que "o PSD não aceita o tratamento que tem sido dado a muitos milhares de agricultores, que não conseguem rendimentos suficientes para pagar a Segurança Social, estando por isso sem nenhum apoio na velhice e na saúde"
"São trabalhadores aos quais foi retirado o benefício da electricidade verde e que pagam hoje, quando a têm, a energia eléctrica mais cara da Europa, e a quem foi ilegalmente suprimido o benefício de dezenas de medidas agroambientais que viabilizam grande parte das suas explorações agrícolas", sustentou.
Segundo a líder do PSD, os agricultores sofrem ainda, há quase três anos, da falta de "qualquer apoio público ao investimento produtivo, quer do sector agrícola quer do sector agro-industrial".
"Os agricultores são aqueles que assistiram ao atraso sem precedentes na entrada em vigor do programa específico de apoio à agricultura e ao desenvolvimento rural e que sofrem as consequências indirectas da ofensiva destruidoras do ministro relativamente às organizações", disse a antiga governante.
Fonte/AgroNotícias
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