Biocombustíveis responsáveis por aumento do preço dos alimentos
Os biocombustíveis respondem por 75 por cento do aumento nos preços dos alimentos, bem mais do que estimado anteriormente, segundo um relatório confidencial do Banco Mundial publicado nesta sexta-feira pelo jornal britânico The Guardian, informa a agência Reuters. A avaliação baseia-se numa análise detalhada do economista Don Mitchell, que é respeitado internacionalmente e integra o corpo financeiro do banco. Esta percentagem contraria estimativas do governo dos Estados Unidos de que os combustíveis derivados de plantas respondem por menos de 3 por cento dos aumentos de preços de alimentos, diz o jornal. Devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a informação do The Guardian não pôde ser confirmada devidamente. De qualquer forma, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, tem dito que os biocombustíveis são um «contribuinte significativo» para o aumento nos preços dos alimentos. Recentemente, escreveu no jornal Financial Times que o uso de milho para produção de etanol nos EUA havia consumido mais de 75 por cento do aumento da produção mundial de milho nos últimos três anos e pediu que os EUA e a Europa reduzissem os subsídios sobre biocombustíveis derivados de milho e sementes oleaginosas. O The Guardian citou fontes que acreditam que o relatório, finalizado em Abril, não foi publicado para evitar constrangimentos para o presidente dos EUA, George W. Bush. «Colocaria o Banco Mundial em uma situação de mal-estar político com a Casa Branca», disse a fonte.
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