sábado, 22 de dezembro de 2007

ARRE ARRE BURRINHO, AQUI NÃO HÁ PÃO NEM VINHO

O mês de Dezembro, está a ser bastante agitado para o LICENCIADO. Em primeiro lugar temos o fim-de-semana da Cimeira da Catinga. Nunca se tinham visto em Lisboa tantos Ditadores juntos, libertando pelos poros uma riqueza áurea enquanto que os povos que eles representam morrem à fome. Cimeira que para mim não deu em nada, pois de promessas não cumpridas está o Mundo cheio, mas quanto ao LICENCIADO a cimeira foi um sucesso, andou a sacudir as penas e lantejoulas por tudo o que é sítio mas enfim já estamos habituados aos sucessos dele. Agora, uma coisa eu não entendo, como foi possível neste país arranjar 10 milhões de euros para esturrar num fim-de-semana com a cimeira EU-África, alimentando a desmesurada vaidade e o incontido ego do licenciado? Arre arre burrinho, aqui não há pão nem vinho. Entretanto no forte de S. Julião e perante a vista grossa da ASAE e do Governo a comitiva de Khadafi recebeu uns carneiros (os carneiros foram oferecidos pelo licenciado) que por sua vez degolou-os no pátio, tirou-lhes a pele, esquartejou-os e assou-os em fogueiras ao luar. Um azar nosso. Parece que o rigor da ASAE não é para os carneiros. A ASAE é só para os burros cruzes credo, vai de retro Satanás, arre arre burrinho, aqui não há pão nem vinho.
Outro assunto que preocupou o LICENCIADO foi a conferência em Bali sobre as alterações climáticas. Fomos representados pelo nosso ministro do Ambiente que para além de andar um bocado impressionado com a grande tensão e suspense que se registou na conferência, deu-me a sensação que ele não sabia bem o que estava ali a fazer, (tipo um espermatozoíde preto no meio de uns bons milhares de brancos). Como é difícil a vida deste Licenciado, haja alguém que explique ao homem (ministro do Ambiente) qual o seu papel, para que serviu esta conferência, mas que expliquem devagar que a inteligência é pouca.
Por fim temos a assinatura do tratado de Lisboa, que nada traz de benéfico para Portugal, mas para o Licenciado foi o máximo da vaidade. Além da celebre frase do "Porreiro Pá", do tratado se chamar "Tratado de Lisboa", da destruição de 500 anos de história, podemos ao menos tirar a conclusão de que fomos uns "bons paus mandados" de uma Alemanha. O preço disto vai-nos sair caríssimo: seremos um país de serviços menores, de domésticas, de empregados de mesa, com o Ensino Superior a fornecer complementos do Ensino Secundário, e os Mestrados e Doutoramentos a terem de ser feitos "lá fora", um reservatório de crianças e corpos... masculinos, para consumo dos turistas, e lugar de exposição de corpos femininos importados, para usufruto dos mesmos/outros, arre arre burrinho, aqui não há pão nem vinho.

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